"Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.". (Provérbios 22:6)"

Somos exemplos para os nossos filhos?










Em provérbios 22:6 diz:
“Ensina a criança NO caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele”.

Esse texto é muito conhecido em nosso meio, mas há um detalhe que quero abordar nesse versículo, a pequena palavrinha “NO”, pois muitos pais entendem que é para ensinarmos as crianças O caminho em que elas devem andar, daí alguém terá que fazer isso, seja eles mesmos, ou seja um professor 

O fato é que alguém deverá ensinar seu filho sobre O caminho correto, mas a Bíblia diz que devemos ensinar NO caminho, ou seja, não é ensinar a criança o caminho, mas ser modelo e exemplo de vida para ela.

Durante a gestação o bebê é uno com a mãe. Ele não sabe onde acaba e onde começa o mundo. Não sabe que é uma pessoa. Muito antes de compreender as palavras, a criança registra impressões generalizadas sobre si mesma e o mundo, com base na maneira como é tratada.

• Ela sente se é posta no colo com carinho, ou sacudida como um saco de batatas;
• Se os braços que a envolvem são aconchegantes, ou se são apenas um apoio;
• Se sua fome é respeitada ou ignorada.

Tudo aquilo que oferecemos à criança, através dos contatos que temos com ela, a acompanharão pela vida toda. É através destes contatos, que a criança começará a formar sua concepção do que significa ser amada. 

Se ela tem uma mãe afetuosa, amorosa, ela trará para a vida adulta, esta concepção de amor. No entanto, se a mãe for uma pessoa fria, distante, mas cumpridora de seus deveres, a criança entenderá então que amor é serviço. 

Se os pais forem violentos e agressivos, a criança entenderá que quando não estiver satisfeita com alguma coisa, este é o padrão que deverá ser usado: violência, agressividade e berros. 
Os pais são os espelhos onde o filho se mira e vê refletida a sua própria imagem.

Nossos filhos vão refletir as atitudes que temos com eles pelo resto da vida:

• Se gritarmos, eles gritam;
• Se xingarmos, eles xingam;
• Se corrigimos sem a direção de Deus, eles ficam agressivos;
• Se orarmos com eles, aprendem a orar;
•Se lermos a Bíblia junto com eles, aprenderão a crer e gostar da Palavra de Deus.

Cuidado com suas atitudes, seus filhos seguirão muito mais o que você faz, do que o que você fala. 

Algumas atitudes dos pais que precisam ser corrigidas: 

1) Pais como exemplos ruins aos seus filhos
Em Gênesis 9:20-25, Nóe se embriagou e fez coisas vergonhosas e isso levou o seu filho a pecar, e Nóe o amaldiçoou. Mas primeiro quem pecou foi o pai, a atitude errada começou com ele.

Quantas vezes ficamos bravos e corrigimos nossos filhos, mas não assumimos que quem começou o erro fomos nós mesmos?

Gritamos com nossos filhos, mas não aceitamos que eles gritem conosco. Quantas foram as vezes que magoamos nossos filhos e não pedimos perdão, pois achamos que como pais, temos que estar por cima, e não podemos nos rebaixar a uma criança para não perdermos nossa autoridade. 

2) Superproteção
 A superproteção causa deformidades no caráter, além de muitas mágoas e conflitos dentro de uma família. (Gen. 25:17 -28 e 27:41)

Pais superprotetores sempre estão dispostos a livrar seus filhos de qualquer problema ou dificuldade, daí eles se tornam mimados, egoístas, inseguros, irresponsáveis e dependentes dos pais para tudo, pois não aprenderão a enfrentarem a vida. 

3) Predileção 
Predileção é quando o pai prefere mais um filho a outro, e faz diferença no modo de tratá-los. Na Bíblia, parece que Jacó seguiu o exemplo de sua mãe Rebeca, e em Gênises 37:3-4 diz que Jacó amava mais a José do que a todos os outros filhos e o tratava de modo diferente, com privilégios (túnicas diferentes) e isso desencadeou ciúmes e ódio dos irmãos para com José, e mágoa deles em relação ao pai. 
Podemos nos identificar mais com um filho do que com outro, mas quando passamos a tratar nosso filho de acordo com essa preferência isso se torna um erro. Será que estamos fazendo isso? 
Romanos 2:11 – Deus não faz acepção de pessoas. 
Quase sempre damos preferência para o menorzinho, do que o maior.
E mais tarde este menorzinho se torna um maiorzinho cheio de vontades e birras, tudo culpa nossa.
Não podemos tratar todos os filhos do mesmo modo, pois cada um tem uma personalidade, um tipo de temperamento, e temos que levar isso em consideração, mas a Bíblia ensina que não podemos ser injustos, ter duas medidas com nossos filhos, mais exigente com um do que com outro. Ou dar mais privilégios para um do que para o outro. Isso traz mágoa e desânimo no coração dos nossos filhos. 

Reflexão: 
• Tenho sido um mau exemplo para o meu filho?

• Tenho superprotegido meu filho e o impedido de conseguir enfrentar sua vida e crescer fisicamente e espiritualmente? 

• Tenho feito diferença na forma de tratar meus filhos? Sou mais duro com um do que com outro? Faço mais para um do que para o outro e isso tem desencadeado ciúmes e mágoa entre eles? 


•Tenho dado preferência para o menorzinho, do que para o maior?
Analise seu coração, ore a Deus sobre essas questões e se arrependa, peça perdão a Deus e depois em casa, converse com seus filhos e peça perdão a eles por essas atitudes erradas. Deus irá conduzir esse momento em sua família! 


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Ensinar a criança no caminho. Esse caminho do qual temos ouvido falar tem sido o caminho da fé, o único caminho que nos leva à Deus
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim". (João 14:6)


Gostaria de ir um pouco além, gostaria de falar a respeito do caminho por onde devemos não só ensinar 
nosso filho a andar nele, mas também conduzi-lo por ele.


Não resolve muita coisa dizer como fazer, é preciso ir junto.
Sem dúvida, temos o dever de ensinar nosso filho a caminhar nesse único caminho, onde também se inclui o 
caminho da verdade e da honestidade, que são os frutos daquele que é salvo. 


Ensinar “no caminho” é:


1) Andar junto com os filhos
A maneira mais eficaz de ensinar nossos filhos a andar no caminho santo é andar juntamente com eles. À medida que ensinamos vamos aprendendo também. Assim eles se sentirão motivados a caminhar tendo a companhia dos pais.


2) Dar bom exemplo aos filhos
Não cabe dúvida de que o testemunho fala mais alto do que qualquer ação. Se quisermos ver nossos filhos como bons servos de Deus, teremos que ser bons servos de Deus primeiro. Eles nos observarão e seguirão nosso exemplo. Aqui vale o exemplo de Jesus; tudo o que ele ensinou aos discípulos, Ele fazia antes.


O Amor aos Filhos
O amor, o afeto e a dedicação são traços marcantes que moldam o caráter dos filhos. Os filhos precisam se sentir amados, protegidos e queridos.


1) Demonstração de amor em público
Vejo muitos pais, , abraçarem, beijarem elogiarem as crianças dos outros. Mas nunca fazem isso com seus próprios filhos. Sempre são ríspidos com os filhos, chamam-lhes a atenção em público e alguns até surram seus filhos na presença de outras pessoas. Isso deixa os filhos revoltados e eles imaginam que são piores que todas as crianças. Que não merecem carinho e amor.


2) Sendo amigo dos filhos
Não obstante nós pais precisamos ser amigos de nossos filhos. Quando o filho não vê em seu pai ou mãe um amigo, ele vai procurar em outra pessoa aquilo que não encontra em nós. Aí entram em cena os homossexuais, viciados em drogas, marginais, etc.


Conheço uma irmã, mãe de uma adolescente, que sempre foi dura com sua filha, humilhava-a na presença das pessoas e não a deixava em paz nem mesmo no meio dos irmãos. Essa mocinha acabou se desviando de Jesus, logo conheceu um namoradinho mundano e engravidou-se. Hoje sua mãe chora e sempre pede oração aos irmãos para que sua filha volte para o Senhor. É lamentável, mas sua própria mãe a lançou no mundo.


Alguns frutos de um salvo em Jesus:
Não mentir, não roubar, não defraudar o 
próximo, não omitir, não zombar ou debochar ou ridicularizar o outro.
Um dos  assuntos preferidos das reuniões 
familiares é falar da vida alheia. Fala-se de um parente, de um vizinho, de um irmão da igreja, ri-se e menospreza os outros. Fica até parecendo que aqueles ali reunidos são perfeitos, não tem problemas e que todo mundo se simpatiza com eles.


Enquanto a família, reunida ali, fala dos outros, os filhos estão ouvindo e até participando. 


Estão assim aprendendo algumas lições básicas: Falar mal do próximo é natural. Falar mal do outro em sua ausência, e em sua presença sorrir amigavelmente é honesto. Criticar ou rir do erro de alguém é correto.


Na família a criança aprende tudo. Então, no caminho dos relacionamentos sociais ela terá aprendido essas lições acima e as reproduzirá com certeza.


Se em casa as crianças perguntam e recebem respostas grosseiras ou em tom de voz desagradável dos pais, certamente essas crianças tratarão o seu próximo da mesma maneira que são tratados em casa.
A criança aprende ouvindo. 
Então , no caminho da comunicação e do relacionamento com o próximo ela terá a tendência de fazer o mesmo.


Se o pai e a mãe agridem-se verbal e/ou fisicamente, se trocam palavras chulas, palavras depreciativas e até palavrões 
são pronunciados constantemente. A criança aprende vendo e sentindo.
Então, no caminho das relações familiares a tendência da criança será a de fazer igual com o seu próximo e no futuro se tiver uma família fará igual também.


Todos estes são ensinamentos maus, lições ruins, caminhos de morte e não caminhos de vida.


Todo o ensinamento no caminho do Senhor fica deficiente se a família não ensina os caminhos da fé, da comunhão, do temor, do respeito a Deus, e principalmente se a família não vive um exemplo de vida cristã. 


Vida com Deus é ensinada principalmente no dia a dia da família, a meditação e aplicação da Palavra de Deus, tem uma influência enorme sobre a vida cristã da criança.


Uma criança terá mais facilidade em respeitar a Deus se respeitar seus pais. De amar a Deus se amar seus pais. De fazer o bem vendo seus pais e familiares sendo bondosos.


Lembro-me agora de uma verdade bíblica que se aplica muito bem ao nosso tema. 
Está em Mateus 6.22 e 23: 
“A candeia do corpo são os olhos; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso”.


Os pais são em casa os olhos que guiam os filhos. Para onde os pais olham, os filhos olharão também. A família é um corpo integrado, onde atitudes, sentimentos, comportamentos, palavras e até pensamentos são copiados e reproduzidos.
“Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço” é um
ditado vazio e inútil.


Na família precisa ser:
 “Siga meus passos, meu filho, ande pelos meus caminhos. Pois são caminhos de vida , que o conduzirá a uma vida eterna”.
Isso sim deve ser vivido no seio de nossa família.
Que Deus vos abençoe em Cristo Jesus.

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